O secretário de Planejamento e Finanças do PT, Márcio
Macêdo, fez, neste sábado (6), durante a etapa estadual do Congresso do
partido, uma ampla avaliação do atual momento político e econômico do
país. Ele destacou a importância do debate do PT com sua base social e
com a população em geral, para enfrentar a crise, reforçar as bandeiras
históricas do partido e preparar o país para a retomada do crescimento
econômico e de novos avanços sociais.
"O Congresso do PT acontece num momento de dificuldades econômicas e de necessidade de ajustes, mas estes não podem ser permanentes e não podem durar os quatro anos do governo da presidente Dilma Rousseff. Os ajustes têm que responder de forma rápida e objetiva. O governo tem que controlar a inflação, como já está fazendo, controlar os juros, a presidente precisa ter ações firmes de retomada do crescimento econômico, incrementando a infraestrutura e ampliando nossa política de inclusão social", afirmou.
Márcio ressaltou que há um cerco político de setores da grande mídia, a serviço das elites, "que constroem a hegemonia contra os trabalhadores e criminalizando o PT". Ele reconheceu ainda que existem dificuldades com a base aliada e criticou a tentativa de se implantar um "parlamentarismo às avessas" no país. "Estão querendo ser mais fortes do que a presidente eleita. Precisamos reagir de forma adequada", defendeu.
Neste contexto, o secretário de Finanças do PT afirmou que o partido tem que lutar pela reforma política, pela reforma tributária, com taxação das grandes fortunas, apoiar o fim do fator previdenciário e de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. "Isto é sinalizar o que queremos para o futuro do Brasil", frisou.
Ele defendeu também maior investimento na Educação, "com reforma dos Ensinos Fundamental e Médio", mudanças no sistema de saúde, "grande reforma" na mobilidade urbana e um debate sério sobre segurança pública. Sobre este último tema, Márcio Macêdo reiterou sua posição contra a redução da maioridade penal.
"Nossas políticas públicas devem ser direcionadas para ganhar a juventude e não perde para o tráfico, aperfeiçoar o Estatuto da Criança e do Adolescente e colocar em prática com mais eficiência. E mesmo sendo opinião minoritária, a gente deve se colocar contra a redução da maioridade penal", destacou. Ele complementou que o governo deve retomar os investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
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